Monday, January 16, 2006

- busca pela verdade -
é provável que eu exploda dentro dos próximos três dias se a pressão sobre mim em relação às minhas decisões continuar. de um lado, uma voz dizendo "cuidado, cuidado"; do outro, outra voz diz "só não se esqueça de que..."; e ainda de um terceiro lado(porque eu sou humana, mas minha terceira orelha também ouve) uma voz tranqüilizadora e ao mesmo tempo cautelosa. "vozes" lê-se pessoas, e não as vozes da minha mente.
... e agora, que faço eu da vida? por que eu não consigo seguir meus instintos? por que eu não apago essas vozes da minha cabeça, pelo menos enquanto tomo minhas próprias decisões? por que amigos são superproterores? por que eles são minha segunda e terceira mães, e são tão bem-intencionados como mães, mas, como elas, também demoram pra perceber que podem estar enganados?
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seria isso uma crise existencial? aaaaaaaaaaaaaaahh, socorro!

Monday, December 05, 2005

tatuaria agora a letra inteira de mr. brightside nas costas, tamanho o sentido que fazia dentro de sua cabeça, perturbada por pensamentos paranóicos e não-paranóicos.

"and it's all in my head
but she's touching his chest
now he takes off her dress
now, let me go
i just can't look, it's killing me
and taking control"

algumas partes em negrito, talvez.

"jealousy, turning saints into the sea
swimming through sick lullabies
joking on your alibis
but it's just the price i pay"

tinha que acabar com aquilo que fazia seus sulcos gástricos corroerem seu estômago e a tornava ácida até o último nervo. evitava olhar para o telefone, a fim de controlar-se. a agenda de contatos perdida era indiferente: sabia os números que precisava de cor. tentava distrair-se com qualquer coisa, porém só o que conseguia pensar era em uma forma de vomitar tudo aquilo que lhe vinha à mente, sem que se arrependesse depois.

... e por maior que fosse o esforço para não ferir nem ser ferida, não era recompensado. gritar um sonoro e silabado "SUA PROS-TI-TU-TA" lhe faria muito bem.

Sunday, October 30, 2005

eu costumo postar só os trechos mais fodas das músicas, mas essa é uma música que é inteira foda.

i was staring at the sky, just looking for a star
to pray on, or wish on, or something like that
i was having a sweet fix of a daydream of a boy
whose reality i knew, was a hopeless to be had
but then the dove of hope began its downward slope
and I believed for a moment that my chances
were approaching to be grabbed
but as it came down near, so did a weary tear

- i thought it was a bird, but it was just a paper bag
- hunger hurts, and I want him so bad, oh it kills
cuz I know I'm a mess he don't wanna clean up
i got to fold cuz these hands are too shaky to hold
- hunger hurts, but starving works
when it costs too much to love

and went crazy again today,
looking for a strand to climb
looking for a little hope
baby said he couldn't stay, wouldn't put his lips to mine,
and a fail to kiss is a fail to cope
i said, "honey, i don't feel so good, don't feel justified
come on put a little love here in my void"
-he said "it's all in your head"
and i said "so's everything" - but he didn't get it
i thought he was a man
but he was just a little boy

- hunger hurts, and I want him so bad, oh it kills
cuz I know I'm a mess he don't wanna clean up
i got to fold cuz these hands are too shaky to hold
- hunger hurts, but starving works
when it costs too much to love

- hunger hurts, but i want him so bad, oh it kills
cuz I know I'm a mess he don't wanna clean up
i got to fold cuz these hands are just too shaky to hold
- hunger hurts, but starving works
when it costs too much to love
fiona apple - paperbag

Saturday, October 22, 2005

odeio essa minha vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo. querer treinar fut, fazer inglês, fitness e ter tempo pra trabalhar. eu não tenho nem idade pra trabalhar. e daí eu fico horas pensando que vou fazer minhas coisas em cinco minutos pra depois sentar pra estudar. só que eu nunca sento pra estudar. pau no meu cu, que não quero gastar umas duas horas por dia pra não ter que gastar mais um ano. pau no meu cu.

Monday, September 26, 2005

utopia
s.f. plano irrealizável; fantasia.

"só pode ser amor! só pode ser amor!", gritava enquanto corria pelas ruas de são paulo sem destino. muitos olhavam-na com desaprovação; uns, com indiferença, achavam que era só maus uma louca, e outros até riram da situação. todos ignoravam o que de fato era aquilo. todos pareciam ignorar o significado do amor, distraídos em seus pensamentos egoístas, pobres de inteligência ou cultura.
o estardalhaço vindo dos botecos foi abafado. a escuridão da noite foi acesa. as calçadas reconstruídas. a cidade reprojetada. os vândalos pisoteados. as drogas e o álcool não eram mais nocivos - tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. a realidade esvaiu por entre seus dedos.
nem tudo era por dinheiro, nem tudo era por interesse. ninguém se preocupava com a vida alheia. ninguém se perguntava o porquê da escolha alheia. ninguém enojava-se pelas atitudes e opções alheias. não havia inveja ou miséria. não havia egoísmo. não havia preconceito, censura ou discriminação. não havia diferença. não havia hipocrisia.
"só pode ser amor!", ela continuava gritando. só podia ser amor. não havia droga no mundo possível de mudar aquilo que já se instalou há anos. não havia deus no mundo capaz de mudar isso. amor só podia ser coisa do diabo. e o diabo não pode ser tão ruim assim.
ideologias

e daí um belo dia dizem pra você que você deve estudar, passar na faculdade, casar, ter dois filhos, um bom emprego e ter amigos, e você vai passar a sua vida inteira à procura de uma coisa que nem mesmo sabe o porquê. só sabe que sua felicidade depende disso. de sua vida perfeita, com seu marido perfeito, seus filhos perfeitos, seu emprego perfeito, sua família perfeita, seus amigos perfeitos. e que você tem que viver dentro dos padrões e regras da sociedade. e que você deve ter uma religião, ter fé, e ser praticante. porque se você não tem fé é aí que nada vai funcionar mesmo.

por que regras? pra que parâmetros? por que seguí-los? o que eu vou ganhar com isso? por que não emporcalham outro planeta com suas ideologias nojentas? por que eu não posso ser feliz assim? por que eu não posso dizer que não tenho vontade de casar nem ter filhos sem receber um olhar atravessado ou surpreso? por que eu perco meu tempo insistindo em ser uma adolescente rebelde e inconformada?

Sunday, September 25, 2005

iris

que medo, cara. eu vou morrer com alzheimer. ou de alzheimer, uma coisa leva à outra. cheguei à essa conclusão desde já.

passei metade da semana pensando que tinha algo pra fazer no findie, só não sabia de certo o que era. sabe aquele programa que você pensa: eu tenho que ir, reserva o tal dia pra isso e passa a semana lembrando que tem que um dia reservado na agenda? então, eu esqueci o que era o tal programa.
somando esse fator com o meu esquecimento também em relação a nomes, lugares, datas e números, isso já me dá cabelos brancos. desde que entrei no arqui- ou melhor, desde o começo do ano-, conheci várias pessoas por amigos, amigos de amigos, pelo inglês, futsal ou à toa. o grande problema é que eu não consigo guardar o nome de muitas delas, o que nunca me aconteceu antes.

vou começar a registrar minhas atividades em uma caderneta. eu posso não ser um caso perdido, hm?
tá, eu admito. metade dessa minha preocupação é por minha mãe dizer que eu sou exatamente como minha avó era, e minha avó anda bem esquecida.

Wednesday, September 21, 2005

coloque-se na seguinte situação:

você tem jogo hoje, às 20:15h. seu horário de saída do colégio é às 13h, e é dia de inglês (também no colégio). você, uma míope-astigmata-desgraçada, esquece de pegar as lente de contato e acha inviável jogar sem elas, então volta pra casa- que não é nem um pouco perto- pra buscá-las logo após o inglês. chega no colégio às 18:30h e enrola até a hora do jogo. começa, e você no banco. passa o primeiro tempo, o segundo vai acabando enquanto você percebe que foi lá só pra esquentar o banco. como se não bastasse, amanhã tem prova da recuperação de um livro que você não leu; prova de história que você ainda não estudou, e precisa ler um outro livro pra depois de amanhã e não está nem na metade dele.

como você reagiria?

a. ficaria puto da cara.
b. teria vontade de atirar contra a parede todos os objetos que aparecem no seu caminho.
c. ficaria com um nó na garganta.
d. iria embora sem parabenizar ninguém nem se despedir.
e. todas as opções acima.

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eu acho que tenho motivos suficientes para justificar minha escolha pela opção e, não?